Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

Imagem
  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Espectrógrafo Orbital Ajudará na Busca por Sinais de Vida Extraterrestre

Quando os astrônomos buscam sinais de vida fora do sistema solar, eles estão procurando principalmente o que os pesquisadores chamam de bioassinaturas. Estes são indicadores que denunciam que algo está vivendo em outro mundo. Assim, enquanto a Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI, na sigla em inglês) procura comunicações alienígenas através de ondas de rádio, a maioria dos astrônomos hoje está procurando as impressões digitais químicas de materiais ligados à vida. Na Terra, por exemplo, o oxigênio é nossa bioassinatura mais clara. É a maior mudança externa para o nosso planeta desde o surgimento da vida, mais de três e meio bilhões de anos atrás.
Mas a vida não é a única maneira de produzir oxigênio. E os astrônomos não querem ser enganados se encontrarem um mundo rico em oxigênio.
Isso está levando a Nasa a lançar um projeto chamado SISTINE em um foguete que vai voar brevemente ao espaço na próxima semana e retornar de volta para a Terra. A ideia é testar uma nova maneira de observar as estrelas ao qual os exoplanetas orbitam para entender melhor como eles podem espalhar falsos sinais de vida em seus planetas. O SISTINE fará seu primeiro teste em 5 de agosto, com um segundo lançamento planejado para 2020.
Com o SISTINE  os astrônomos poderão capturar espectros de estrelas próximas que abrigam planetas. O espectro de uma estrela dirá então exatamente que tipo de luz eles emitem.
Em particular, o SISTINE terá como alvo a luz ultravioleta em uma faixa que outros telescópios em órbita não podem ver. Essa cor específica da luz pode interagir com o dióxido de carbono, separando o carbono para deixar o oxigênio molecular (dois átomos de oxigênio colados). Ou pode atingir o vapor d'água, separando hidrogênio e oxigênio, alguns dos quais se recombinam como oxigênio molecular. Nestes casos, os astrônomos podem ser capazes de espionar uma atmosfera rica em oxigênio, mesmo sem nenhuma vida presente.
Se o SISTINE puder provar a presença de luz UV na estrela, isso ajudaria os astrônomos a entender melhor esses falsos positivos da vida extraterrestre. Esse tipo específico de luz ultravioleta não é comum o suficiente no nosso sol para causar um forte efeito na química da Terra, e é por isso que precisamos de vida para criar grandes quantidades de oxigênio em nossa atmosfera. Mas isso não é necessariamente o caso em todos os lugares.
Estrelas menores e mais escuras chamadas anãs-M têm uma tendência a lançar labaredas mais frequentemente do que o nosso sol, produzindo fluxos brilhantes de luz ultravioleta que podem muito bem oxigenar seus planetas próximos.
O primeiro lançamento do SISTINE será uma mera operação de calibração, para garantir que o telescópio possa encontrar o tipo certo de luz UV. E em vez de um exoplaneta, seu teste tem como alvo uma nuvem de gás chamada NGC 6826, que é brilhante em luz UV. Se tudo correr bem, ele será lançado novamente em 2020 para conferir o sistema Alpha Centauri. Este é o sistema estelar mais próximo do nosso, e os cientistas já sabem que também tem exoplanetas.
O teste também experimentará novos revestimentos espelhados e placas detectoras e oferecerá novos insights sobre como os astrônomos podem usar as estrelas hospedeiras dos exoplanetas para entender falsas bio-assinaturas. Afinal, o oxigênio não é o único gás associado à vida na Terra; o metano é outro grande também. E também pode ser imitado por processos não biológicos. Compreendendo melhor quando e onde essas substâncias aparecem na ausência de vida, os cientistas estarão um passo mais perto de conhecer a realidade quando a virem.

Fonte: Astronomy

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ondas Gravitacionais confirmam Teorias do buraco negro de Hawking e Kerr

Três planetas do tamanho da Terra descobertos em um sistema binário compacto

Órbitas estáveis para um portal lunar