Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Detectado Duas Novas Possíveis Fusões de Buracos Negros

Concepção artística da fusão de dois buracos negros

Duas semanas após o início do seu terceiro período de observação, o projeto LIGO detectou as assinaturas de ondas gravitacionais do que poderiam ser outras duas fusões de buracos negros.
A primeira nova detecção ocorreu na segunda-feira (8 de abril de 2019), uma semana depois que  começaram novas observações depois de ficarem offline por cerca de um ano e meio, recebendo atualizações técnicas. A nova corrida de observação também marca a primeira vez que o projeto LIGO (composto por dois detectores - um em Washington e o outro em Louisiana), além do detector do Virgo na Itália - têm observado juntos por um período continuado.
Os cientistas afiliados ao LIGO e Virgo foram capazes de identificar uma faixa de céu onde o sinal se originou, perto da constelação de Cassiopeia. Parece também estar a cerca de 5 bilhões de anos-luz de distância. Se o sinal for confirmado, a equipe também deve ser capaz de estimar a massa envolvida na colisão.
Logo após anunciar a detecção dessa assinatura, os detectores captaram um segundo sinal em 12 de abril de 2019. A colaboração do LIGO ainda não divulgou nenhum detalhe além de um mapa inicial da fonte.
Apenas os sensores de ondas gravitacionais parecem ter detectado os dois eventos, o que sugere que são colisões de dois buracos negros. Uma colisão de duas estrelas de nêutrons ou uma colisão mista produziria não só ondas gravitacionais, mas também ondas de luz que poderiam ser detectados por outros telescópios.
O novo período de observação, batizado de O3, durará cerca de um ano.

Fonte: SPACE.com

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