Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Um Pulsar Super Veloz

O PSR J0002 é claramente visível com sua cauda de rádio brilhante apontando para a explosão que o criou, o remanescente de supernova CTB 1.

Astrônomos descobriram um pulsar viajando pela galáxia tão rapidamente que poderia chegar da Terra à Lua em seis minutos. A estrela morta tem uma cauda apontando para o remanescente de uma supernova que explodiu há 10.000 anos. Os astrônomos suspeitavam que isso poderia ter provocado o chute que fez o pulsar acelerar, mas tiveram que esperar dez anos de dados de telescópio para convencê-los.
Um pulsar é uma estrela de nêutrons que gira rapidamente, sobra de uma explosão de supernova. Eles emitem rajadas de radiação, que seu giro as transformam em um sinal de farol, avisando os astrônomos da sua localização e movimento. Este pulsar particular, PSR J0002 + 6216, gira 8.7 vezes por segundo e exibe uma cauda de emissão de rádio apontando diretamente para a camada de detritos em expansão de uma supernova chamada CTB 1.
A cauda dá uma boa pista visual sobre o que enviou o pulsar pelo céu, mas os cientistas também tiveram que ver se o tempo correspondia. O PSR J0002 está agora a mais de 6.000 anos-luz do centro daquela explosão de supernova, que aconteceu apenas há 10.000 anos, o que demonstra uma incrível rapidez, fazendo com que os cientistas tivessem que descobrir se ele poderia ter viajado tão longe assim em tão pouco tempo.
A rotação de um pulsar é muito regular, o suficiente para que os astrônomos possam usá-los como relógios cósmicos. Mas se o pulsar estiver em movimento, os astrônomos registrarão os pulsos chegando um pouco antes ou depois do esperado. Ao acompanhar as emissões do PSR J0002 com 10 anos de dados do Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi, eles conseguiram registrar a velocidade da estrela a incríveis 4 milhões de quilômetros por hora, colocando-o entre os 2% dos pulsares mais rápidos já medidos. O pulsar está indo tão rápido que eventualmente deixará a Via Láctea por completo.
Geralmente, detectar pulsares fora da Via Láctea é extremamente difícil. Mas saber que os pulsares podem ser ejetados da galáxia pelas explosões que os criam dá aos astrônomos uma nova população de objetos para estudar e entender.
Astrônomos do Observatório Astronômico de Rádio Nacional e do Laboratório de Pesquisa Naval conduziram a pesquisa, que está atualmente sob revisão antes da publicação no Astrophysical Journal Letters. Eles o apresentaram no 17º Encontro de Astrofísica de Alta Energia nesta semana na Califórnia.

Fonte: Astronomy

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