Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

NASA Seleciona Nova Missão para Explorar as Origens do Universo

Concepção artística do observatório espacial SPHEREx 

A NASA selecionou uma nova missão espacial que ajudará os astrônomos a entender como nosso universo evoluiu e quão comuns são os ingredientes para a vida nos sistemas planetários da nossa galáxia.
O Spectro-Photometer para a missão History of the Universe, Epoch of Reionization e Ices Explorer (SPHEREx) é uma missão planejada de dois anos, custeada em US$ 242 milhões (sem incluir custos de lançamento) e a ser lançada em 2023.
SPHEREx fará o levantamento dos céu em luz ótica e infravermelha próxima que, embora não visível ao olho humano, serve como uma ferramenta poderosa para responder a questões cósmicas. Os astrônomos usarão a missão para coletar dados sobre mais de 300 milhões de galáxias, além de mais de 100 milhões de estrelas em nossa própria Via Láctea.
"Esta missão incrível será um tesouro de dados exclusivos para os astrônomos", disse Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretório da Missão Científica da NASA. "Ele entregará um mapa galáctico sem precedentes contendo 'impressões digitais' dos primeiros momentos da história do Universo e teremos novas pistas para um dos maiores mistérios da ciência: o que fez o Universo se expandir tão rapidamente a menos de um nanossegundo depois do big bang?".
A SPHEREx pesquisará centenas de milhões de galáxias próximas e distantes, algumas tão distantes que sua luz levou 10 bilhões de anos para chegar à Terra. Na Via Láctea, a missão procurará água e moléculas orgânicas - essenciais para a vida, como a conhecemos - em berçários estelares, regiões onde as estrelas nascem do gás e da poeira, bem como discos em volta de estrelas onde novos planetas poderiam estar se formando.
A cada seis meses, a SPHEREx pesquisará todo o céu. A missão criará um mapa de todo o céu em 96 faixas de cores diferentes, excedendo em muito a resolução de cores dos mapas anteriores. Ela também identificará alvos para estudos mais detalhados por futuras missões, como o Telescópio Espacial James Webb e o Telescópio de Levantamento Infravermelho de Campo Amplo.
Astrophysics Explorers Program da NASA solicitou propostas para novas missões em setembro de 2016. Nove propostas foram submetidas, e dois conceitos de missão foram selecionados para estudo em agosto de 2017. Após uma revisão detalhada por um painel da NASA e cientistas e engenheiros externos, a NASA determinou que o estudo do conceito da SPHEREx ofereceu o melhor potencial científico e o plano de desenvolvimento mais viável.

Fonte: NASA

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