Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Telescópio Espacial Kepler se Aposenta Após Quase uma Década de Caça a Planetas

O lendário telescópio espacial Kepler da NASA, responsável pela descoberta de milhares de exoplanetas bizarros e intrigantes, ficou sem combustível oficialmente. Com a aposentadoria do telescópio, chega-se ao fim do mais prolífico período de descoberta planetária em toda a história da astronomia - pelo menos até agora.
"Como a primeira missão de caça à exoplanetas da NASA, Kepler excedeu todas as nossas expectativas e abriu o caminho para nossa exploração e busca de vida no sistema solar e além", disse Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretório de Missões Científicas da NASA. “Não só nos mostrou quantos planetas estavam por aí, como também desencadeou um campo de pesquisa totalmente novo e robusto".
Lançado em 2009, o telescópio espacial Kepler foi um pioneiro que quebrou as expectativas da maioria dos cientistas. Apenas nas primeiras semanas de observações, os pesquisadores descobriram um punhado de exoplanetas antes desconhecidos e, com o tempo, os números cresceram rapidamente. Atualmente, há pouco mais de 4.000 mundos conhecidos em torno de outras estrelas, e Kepler é responsável por descobrir mais da metade deles.
Embora Kepler fosse tecnologicamente avançado para o seu tempo, caçava planetas de uma maneira surpreendentemente direta. Fixando-se em uma área específica do céu na constelação de Cygnus, Kepler pôde monitorar continuamente os variados brilhos de aproximadamente 150.000 estrelas.
Pesquisadores usam essas observações para procurar eventos periódicos de escurecimento em torno de cada estrela, que ocorrem quando um exoplaneta passa na frente de sua estrela hospedeira e bloqueia uma pequena porção de sua luz. Ao analisar de perto o quanto da luz da estrela-mãe está bloqueada e por quanto tempo, os pesquisadores podem descobrir características do planeta, como tamanho e distância orbital.
"Quando começamos a conceber esta missão há 35 anos, não conhecíamos um único planeta fora do nosso sistema solar", disse William Borucki, investigador principal aposentado do Kepler. "Agora que sabemos que planetas estão por toda parte, Kepler nos colocou em um novo curso que é promissor para as futuras gerações explorarem nossa galáxia".
Com base nos planetas descobertos pelo Kepler, os pesquisadores agora acham que cerca de 20 a 50% das estrelas da Via Láctea possuem pelo menos um planeta rochoso, aproximadamente planetas do tamanho da Terra que podem suportar água líquida em suas superfícies. No entanto, embora esses planetas tendem a ser os mais atraentes, de acordo com o Kepler, eles não são o tipo mais comum de planeta por aí. De fato, Kepler descobriu que o tipo mais comum de planeta não tem um análogo em nosso sistema solar. Estes são mundos que são maiores que a Terra, mas menores que Netuno, e nós ainda sabemos muito pouco sobre eles.
Felizmente, embora o Kepler esteja agora aposentado, seu sucessor, o Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) está apenas começando. Lançada em abril, o TESS aproveitará o legado de caçador de planeta do Kepler, procurando por exoplanetas em torno de quase 200.000 das estrelas mais brilhantes e mais próximas da Terra. Com um catálogo combinado de exoplanetas descobertos pelo Kepler e pelo TESS, no início dos anos 2020, o Telescópio Espacial James Webb da NASA poderá acompanhar as descobertas mais promissoras. E quem sabe, Kepler pode já ter descoberto um planeta que abriga vida, só precisamos de uma visão mais detalhada para localizá-lo.

Fonte: Astronomy

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