Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

Imagem
  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Primeira Imagem de um Objeto do Cinturão de Kuiper

A figura à esquerda é uma imagem composta produzida pela adição de 48 diferentes exposições do Imageador de Reconhecimento de Longa Distância (LORRI) da News Horizons, cada uma com um tempo de exposição de 29.967 segundos, tirada em 16 de agosto de 2018. A posição prevista do objeto do Cinturão de Kuiper apelidado de Ultima Thule está no centro do quadrado amarelo e é indicado pela cruz amarela, logo acima e à esquerda de uma estrela próxima, que é aproximadamente 17 vezes mais brilhante. À direita, há uma visão ampliada da região do quadrado amarelo, após a subtração de um "modelo" de campo de estrelas em segundo plano capturado pela LORRI em setembro de 2017, antes que pudesse detectar o objeto em si. Ultima Thuli é claramente detectado nesta imagem subtraída e está muito perto de onde os cientistas previram, indicando à equipe que a New Horizons está sendo direcionada na direção certa. Os muitos artefatos na imagem subtraída das estrelas são causados ​​por pequenos erros de registro entre as novas imagens LORRI e o modelo, ou por variações de brilho intrínsecas das estrelas. Na época dessas observações, Ultima Thule estava a 107 milhões de quilômetros da nave espacial New Horizons e a 6 bilhões de quilômetros do Sol.

Os membros da equipe da Missão ficaram entusiasmados - se não um pouco surpresos - que o Imageador de Reconhecimento de Longa Distância (LORRI, na sigla em inglês) da New Horizons foi capaz de ver o objeto pequeno e escuro a mais de 161 milhões de quilômetros de distância, e contra um fundo denso de estrelas. Tomado em 16 de agosto e transmitido para a Terra através da Deep Space Network da NASA nos dias seguintes, o conjunto de 48 imagens marcou a primeira tentativa da equipe de encontrar Ultima Thule (2014 MU69), um objeto do cinturão de Kuiper, com as próprias câmeras da espaçonave.
"É como encontrar uma agulha no palheiro. Nestas primeiras imagens, Ultima Thule aparece apenas como uma mancha do lado de uma estrela de fundo que é aproximadamente 17 vezes mais brilhante que ele.  Ultima Thule ficará mais brilhante - e mais fácil de ver - à medida que a nave espacial se aproximar mais".
Esta primeira detecção é importante porque as observações que a New Horizons fizer de Ultima Thule nos próximos quatro meses ajudarão a equipe a refinar o rumo da espaçonave em direção a uma maior aproximação do objeto, que se dará às 01:33 (horário de Brasília) de 1º de janeiro de 2019. Observar Ultima Thule precisamente no ponto que eles previram, usando dados coletados pelo Telescópio Espacial Hubble - indica que a equipe já tem uma boa ideia de sua órbita.
O sobrevoo de Ultima Thule será a primeira exploração de um pequeno objeto do Cinturão de Kuiper e a exploração mais distante de qualquer corpo planetário na história, quebrando o recorde que a própria New Horizons estabeleceu em Plutão em julho de 2015 em cerca de 1,6 bilhão de quilômetros. Essas imagens também são as mais distantes do Sol já tomadas, quebrando o recorde estabelecido pela imagem conhecida como "Terra Azul Pálida" da Terra feita pela Voyager 1 em 1990. (A New Horizons estabeleceu o recorde para a imagem mais distante da Terra em dezembro de 2017).
Nossa equipe trabalhou duro para determinar se Ultima Thule foi detectado por LORRI a uma distância tão grande, e o resultado é um claro sim, disse Alan Stern, Pesquisador Principal da New Horizons, do Instituto de Pesquisa Southwest em Boulder, Colorado. "Agora temos Ultima Thule em nossos pontos de vista muito mais longe do que se imaginava possível".

Fonte: NASA

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ondas Gravitacionais confirmam Teorias do buraco negro de Hawking e Kerr

Três planetas do tamanho da Terra descobertos em um sistema binário compacto

Órbitas estáveis para um portal lunar