Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Sonda Espacial Japonesa Alcança Asteroide

Uma sonda japonesa chegou a um asteroide a 300 milhões de quilômetros para coletar informações sobre o nascimento do sistema solar e a origem da vida depois de uma viagem de mais de três anos pelo espaço profundo.
A sonda Hayabusa2 foi instalada em uma posição de observação a 20 quilômetros do asteroide Ryugu, informaram autoridades da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA).
Pesquisadores começaram a gritar quando a sonda chegou ao local, um feito que JAXA descreveu como equivalente a "atirar do Japão em um alvo de seis centímetros no Brasil".
"Hoje, estamos no início de uma exploração científica espacial sem precedentes para a humanidade", disse Yuichi Tsuda, gerente de projetos, a repórteres.
A bem-sucedida missão aconteceu poucos dias antes do Dia Internacional do Asteroide, em 30 de junho, um evento global para aumentar a conscientização sobre os riscos do impacto de um asteroide e do progresso tecnológico para combater essa ameaça.
Os cientistas esperam colher pistas sobre o que deu origem à vida na Terra a partir de amostras retiradas do Ryugu, que se acredita conter quantidades relativamente grandes de matéria orgânica e água.
Fotos de Ryugu - que significa 'Palácio do Dragão' em japonês, um castelo no fundo do oceano em um antigo conto japonês - mostram um asteroide em forma de um pião com uma superfície áspera.
A sonda Hayabusa2 está em boa forma e agora pronta para começar a explorar o asteroide nos próximos 18 meses, disse a JAXA.
A próxima etapa é identificar locais adequados para coletar amostras uma vez que a sonda toque o asteroide, disse o cientista Seiichiro Watanabe.
Hayabusa2, do tamanho de um grande frigorífico e equipado com painéis solares, é o sucessor do primeiro explorador de asteroides da JAXA, Hayabusa.
Essa sonda retornou de um asteroide menor, em forma de batata, em 2010, com amostras de poeira, apesar de vários contratempos durante sua odisseia épica de sete anos e foi saudada como um triunfo científico.
A missão da Hayabusa2 custaram 30 bilhões de ienes (US$ 274 milhões) e a sonda foi lançada em dezembro de 2014. Permanecerá com o asteroide por 18 meses antes de voltar para a Terra com suas amostras.
Seu tempo total de voo foi de 1.302 dias e viajou por 3,2 bilhões de quilômetros através do espaço em uma rota tortuosa para chegar ao seu alvo, disse Tsuda a repórteres.
Para coletar suas amostras, ele irá liberar um 'impactor' que explodirá acima do asteroide, disparando um objeto de cobre de dois quilos na superfície para escavar uma cratera de poucos metros de diâmetro. Desta cratera, a sonda coletará materiais originais não expostos a milênios de vento e radiação, na esperança de obter respostas para algumas questões fundamentais sobre a vida e o Universo, incluindo se elementos do espaço ajudaram a dar vida à Terra.
A sonda observará a superfície com sua câmera e equipamento de detecção, mas também enviará pequenos robôs rover, além de um pacote de pouso franco-alemão chamado Mobile Asteroid Surface Scout (MASCOT) para observação da superfície.

Fonte: Space Daily

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