Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Moléculas Orgânicas em Marte

Asteroides e cometas parecem ser um fornecedor muito mais importante de moléculas orgânicas em Marte do que o esperado. Até agora, os astrônomos assumiam que as moléculas orgânicas em Marte provinham principalmente de partículas de poeira do espaço. Agora, simulações de computador por uma equipe internacional de pesquisadores liderados por astrônomos holandeses indicam que um terço do material vem de asteroides e cometas. As descobertas foram aceitas para publicação na revista científica Icarus.
Em 2015, o Curiosity descobriu restos de moléculas orgânicas em Marte. Os cientistas se perguntaram como essas moléculas orgânicas tinham parado em Marte. A teoria predominante era que as moléculas estavam ligadas a partículas de poeira interplanetárias. Essas partículas estão em toda parte. Por exemplo, em torno da Terra, vemos as partículas de poeira quando entram em nossa atmosfera e causam as belas "estrelas cadentes".
Uma equipe internacional de pesquisadores do Instituto Holandês de Pesquisa Espacial (SRON, na sigla em inglês), da Universidade de Groningen, da Universidade de Utrecht e da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, suspeitava que a teoria das partículas de poeira não responderia por todo o processo.
Os cientistas assumiram que algumas das moléculas orgânicas podem ser fornecidas por asteroides e cometas. Para investigar isso, eles construíram um modelo de computador do nosso sistema solar, incluindo centenas de milhares de asteroides e cometas. Então eles usaram o Peregrine, o supercomputador da Universidade de Groningen, para executar o modelo de computador por algumas semanas.
Os cálculos mostram que 192 toneladas de carbono por ano são depositados em Marte. Isso é comparável a 8 caminhões. Aproximadamente 129 toneladas (67%) de carbono provêm de partículas de poeira interplanetárias. Mas os asteroides também produzem mais 50 toneladas por ano (26%) e as cometas fornecem cerca de 13 toneladas (7%) do material orgânico.
A pesquisa tem consequências para futuras e atuais missões de Marte. Os rovers de Marte, de acordo com os astrônomos, devem observar atentamente as crateras de impacto de asteroides. Nesses lugares, muitos materiais orgânicos podem ser encontrados.
Além disso, a pesquisa também tem implicações para a chance de vida em exoplanetas. A estudante de doutorado de Groningen, Kateryna Frantseva, que liderou a pesquisa, explica: "Perto de outras estrelas, também existem asteroides e cometas que podem encharcar as superfícies de exoplanetas com carbono. Se, além de tudo, existir água, então você tem os ingredientes necessários para a vida".
Agora, os pesquisadores se concentram no planeta Mercúrio, onde a água foi encontrada. Eles querem estimar a quantidade de água em Mercúrio que pode ser entregue por asteroides e cometas. Depois disso, eles querem ampliar sua pesquisa para sistemas planetários em torno de outras estrelas.

Fonte: Space Daily

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