Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Hubble observa as atmosferas dos exoplanetas Trappist

Esses espectros mostram a composição química das atmosferas de quatro dos planetas do tamanho da Terra orbitando dentro ou perto da zona habitável da estrela TRAPPIST-1. As curvas violetas mostram as assinaturas previstas de gases, como água e metano, que absorvem determinados comprimentos de onda da luz.
Uma equipe internacional de astrônomos usou o Telescópio Espacial Hubble para procurar atmosferas em torno de quatro planetas de tamanho da Terra orbitando dentro ou perto da zona habitável de TRAPPIST-1. Os novos resultados sustentam ainda mais a natureza terrestre e potencialmente habitável de três dos planetas estudados. Os resultados são publicados na Nature Astronomy.
Sete planetas do tamanho da Terra orbitam a estrela anã ultra-gelada TRAPPIST-1, a 40 anos-luz da Terra. Isso faz de TRAPPIST-1 o sistema planetário com o maior número de planetas com o tamanho da Terra descobertos até agora. Esses planetas também são relativamente temperados, tornando-os um lugar tentador para procurar sinais de vida além do nosso Sistema Solar. Agora, uma equipe internacional de astrônomos apresentou um estudo no qual eles usaram o Hubble para observar quatro planetas no sistema - TRAPPIST-1d, e, f e g - para estudar suas atmosferas.
Três dos planetas orbitam dentro da zona habitável do sistema, a região a uma distância da estrela onde a água líquida - a chave para a vida como a conhecemos - poderia existir na superfície de um planeta. O quarto planeta orbita em uma região limítrofe na borda interna da zona habitável. Os dados obtidos excluem uma atmosfera rica em hidrogênio livre de nuvens para três dos planetas - mas para o quarto planeta, TRAPPIST-1g, essa atmosfera não poderia ser excluída.
O autor principal Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA, descreve as implicações positivas dessas medidas: "A presença de atmosferas inchadas e dominadas por hidrogênio teria indicado que esses planetas seriam mais provavelmente ​​mundos gasosos como Netuno. A falta de o hidrogênio em suas atmosferas sustenta teorias sobre os planetas possuindo natureza terrestre. Esta descoberta é um passo importante para determinar se os planetas podem abrigar água líquida em suas superfícies, o que poderia permitir que eles sustentem organismos vivos".
As observações foram feitas enquanto os planetas estavam em trânsito em frente a TRAPPIST-1. Nesta configuração, uma pequena seção da luz da estrela passa pela atmosfera do exoplaneta e interage com os átomos e moléculas nela. Isso deixa uma impressão digital fraca da atmosfera no espectro da estrela.
Enquanto os resultados descartam um tipo de atmosfera, muitos cenários atmosféricos alternativos ainda são consistentes com os dados coletados por Wit e sua equipe. Os exoplanetas podem possuir uma gama de atmosferas, assim como os planetas terrestres em nosso Sistema Solar.
"Nossos resultados demonstram a habilidade do Hubble para estudar as atmosferas dos planetas do tamanho da Terra. Mas o telescópio realmente está trabalhando no limite do que pode fazer", acrescenta a co-autora Hannah Wakeford do Space Telescope Science Institute, ilustrando o poder e limitação do Hubble.
Estas últimas descobertas complementam a análise das observações ultravioleta feitas com o Hubble em 2017 (heic1713) e nos ajudam a entender mais sobre se a vida pode ser possível no sistema TRAPPIST-1.
Ao descartar a presença de uma grande abundância de hidrogênio nas atmosferas dos planetas, o Hubble está ajudando a abrir caminho para o Telescópio Espacial James Webb, a ser lançado brevemente.
"As observações espectroscópicas dos planetas TRAPPIST-1 com a próxima geração de telescópios - incluindo o Telescópio Espacial James Webb - nos permitirão aprofundar em suas atmosferas", conclui Michael Gillon, da Universidade de Liege, na Bélgica.
"Isso nos permitirá buscar gases mais pesados, como carbono, metano, água e oxigênio, o que poderia oferecer bioassinaturas para a vida".

Fonte: Space Daily

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