Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Descoberto o Maior Buraco Negro de Massa Estelar da Via Láctea

Os astrônomos identificaram o maior buraco negro estelar já descoberto na Via Láctea, com uma massa 33 vezes maior que a do Sol, de acordo com um estudo publicado em 16/04/2024.

O buraco negro, denominado Gaia BH3, foi descoberto “por acaso” a partir de dados recolhidos pela missão Gaia da Agência Espacial Europeia, disse à AFP Pasquale Panuzzo um astrônomo do Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) do Observatório de Paris.

Gaia, que se dedica ao mapeamento da Via Láctea, localizou BH3 a 2.000 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Áquila.

Como o telescópio de Gaia pode fornecer uma posição precisa das estrelas no céu, os astrônomos foram capazes de caracterizar as suas órbitas e medir a massa da companheira invisível da estrela – 33 vezes a do Sol.

Outras observações obtidas com telescópios terrestres confirmaram que se tratava de um buraco negro com uma massa muito maior do que os buracos negros estelares já existentes na Via Láctea.

Concepção artística mostrando as órbitas da estrela e do buraco negro, apelidado de Gaia BH3, em torno do seu centro de massa comum.

O buraco negro estelar foi descoberto quando os cientistas detectaram um movimento “oscilante” na estrela companheira que o orbitava.

“Pudemos ver uma estrela um pouco menor que o Sol (cerca de 75 por cento da sua massa) e mais brilhante, que girava em torno de uma companheira invisível”, disse Panuzzo.

Os buracos negros estelares são criados a partir do colapso de estrelas massivas no final das suas vidas.

Tais gigantes já foram detectados em galáxias distantes através de ondas gravitacionais, mas “nunca na nossa”, disse Panuzzo.

BH3 é um buraco negro "adormecido" e está demasiado longe da sua estrela companheira para lhe retirar a matéria e, portanto, não emite raios X - o que o torna difícil de detetar.

O telescópio  Gaia identificou os dois primeiros buracos negros inativos (Gaia BH1 e Gaia BH2) na Via Láctea.

Gaia opera a 1,5 milhões de quilómetros da Terra nos últimos 10 anos e em 2022 entregou um mapa 3D das posições e movimentos de mais de 1,8 mil milhões de estrelas.


Fonte: PHYS.ORG


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