Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Primeiro Candidato a Planeta Extragaláctico é Identificado

Galaxia Whirlpool (Redemoinho)

Uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos e da China encontrou a primeira evidência de um candidato a planeta em outra galáxia.

Os cientistas encontraram evidências de muitos planetas além do nosso sistema solar; as descobertas de exoplanetas agora chegam aos milhares. Mas até agora, todos os exoplanetas foram descobertos na nossa galáxia. Essas descobertas levaram os cientistas a acreditar que existem provavelmente bilhões de planetas na Via Láctea. Mas até agora, não foi possível identificar um planeta em outra galáxia. Nesse novo esforço, os pesquisadores acreditam ter encontrado esse candidato. O candidato a planeta encontra-se na galaxia Whirlpool (Redemoinho), também denominada M51 ou NGC 5194, estando a aproximadamente 23 milhões de anos-luz de distância.

À esquerda, a Galáxia do Redemoinho; à direita, o círculo  magenta marca a localização da fonte de emissão de raio X, onde acredita-se que foi identificado um candidato a planeta.

Na maioria dos casos, identificar um planeta a essa distância seria extremamente difícil, senão impossível. Mas, neste caso, o trabalho foi facilitado devido a uma série de atributos únicos. Primeiro, o objeto está dentro de um sistema binário que tem um buraco negro ou uma estrela de nêutrons em seu centro, que está consumindo outra estrela. Ao fazer isso, ele emite uma grande quantidade de raios-X. Essas fontes são raras no céu noturno. Outro fator na descoberta foi que a fonte dos raios-X provou ser muito pequena - tão pequena que um objeto passando entre ela e os pesquisadores aqui na Terra bloquearia temporariamente os raios-X. E foi isso que os pesquisadores observaram - um possível trânsito planetário que durou aproximadamente três horas.

Até o momento, os pesquisadores descartaram várias outras possibilidades como razão para este escurecimento.

Entretanto, mais estudos do sistema são necessários antes que o objeto possa ser confirmado como planeta. Se realmente isso acontecer, os pesquisadores sugerem que provavelmente terá aproximadamente o tamanho de Saturno.

Fonte: PHYS.ORG

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