Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

Imagem
  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Dilatações do Tempo em um Buraco Negro

O tempo congelaria para um objeto cruzando o horizonte de eventos de um buraco negro? Por Jack Kessler, El Cerrito, Califórnia
Um relógio cruzando o horizonte de eventos de um buraco negro parece parar de um ponto de vista externo. Enquanto isso, da sua própria perspectiva, um relógio cruzando o horizonte de eventos continuaria normalmente.

Um objeto que atravessasse o horizonte de eventos de um buraco negro, o ponto sem retorno, simplesmente passaria, através de sua própria perspectiva, não afetado pela dilatação do tempo. No entanto, sua aparência para observadores externos seria fortemente afetada. Os sinais de luz recebidos pelo observador externo seriam recebidos cada vez mais separados no tempo à medida que o objeto se aproximasse do horizonte de eventos. O forte campo gravitacional próximo ao horizonte de eventos curva o espaço, aumentando a distância que a luz deve percorrer para alcançar o observador. A curvatura e a distância do observador - e, portanto, o tempo de viagem do sinal - se aproximam do infinito no horizonte de eventos, de modo que um observador externo nunca verá um objeto realmente cair em um buraco negro. O objeto parecerá congelar no horizonte de eventos.
Os astrônomos antes pensavam que a luz das últimas etapas de uma estrela em colapso seria vista para sempre emanando do lado de fora do recém-formado horizonte de eventos. Esse efeito motivou o nome original de "estrelas congeladas" para o objeto deixado para trás após o colapso total de uma estrela massiva. Entretanto, ao reconhecer que o comprimento de onda da luz também é esticado perto do horizonte de eventos, o termo buraco negro foi cunhado. A luz que vem de perto do horizonte de eventos se torna tão esticada (“redshifted” - desvio para o vermelho) que fica inobservável. Assim, enquanto o material parece congelar ao se aproximar de um horizonte de eventos, ele desaparece simultaneamente. Uma estrela em colapso deve desaparecer rapidamente da vista, e o que é deixado para trás é chamado apropriadamente de buraco negro.

Fonte: Astronomy

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ondas Gravitacionais confirmam Teorias do buraco negro de Hawking e Kerr

Três planetas do tamanho da Terra descobertos em um sistema binário compacto

Órbitas estáveis para um portal lunar