Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Água é Detectada em Exoplaneta Potencialmente Habitável

Essa concepção artística mostra o planeta K2-18b, sua estrela hospedeira e outro planeta pertencente ao sistema. K2-18b tornou-se o único exoplaneta, até agora, conhecido por hospedar água e temperaturas que podem sustentar a vida. Crédito: Crédito: ESA / Hubble, M. Kornmesser

O K2-18b, que tem oito vezes a massa da Terra, passou a ser o único planeta que orbita uma estrela fora do Sistema Solar, ou exoplaneta, conhecido por ter água e temperaturas que poderiam sustentar a vida.
A descoberta, publicada hoje na Nature Astronomy, é a primeira detecção atmosférica bem-sucedida de um exoplaneta que orbita na 'zona habitável' de sua estrela, a uma distância em que a água pode existir em forma líquida.
O primeiro autor, Dr. Angelos Tsiaras (Centro de Dados Exoquímicos Espaciais da UCL), disse: "Encontrar água em um mundo potencialmente habitável que não seja a Terra é incrivelmente emocionante. K2-18b não é 'Terra 2.0', pois é significativamente mais pesado e possui uma composição atmosférica diferente".
A equipe usou dados de arquivo de 2016 e 2017 capturados pelo Telescópio Espacial Hubble e desenvolveu algoritmos de código aberto para analisar a luz de estrelas filtrada na atmosfera do K2-18b. Os resultados revelaram a assinatura molecular do vapor de água, indicando também a presença de hidrogênio e hélio na atmosfera do planeta.
Os autores acreditam que outras moléculas, incluindo nitrogênio e metano, podem estar presentes, mas, com as observações atuais, elas permanecem indetectáveis. Mais estudos são necessários para estimar a cobertura de nuvens e a porcentagem de água atmosférica presente.
O planeta orbita a estrela anã vermelha K2-18, que fica a cerca de 110 anos-luz da Terra na direção da constelação do Leão. Dado o alto nível de atividade de sua estrela anã vermelha, o K2-18b pode ser mais hostil que a Terra e provavelmente exposto a mais radiação.
O K2-18b foi descoberto em 2015 e é uma das centenas de super-Terras - planetas com uma massa entre a Terra e Netuno - encontrada pela sonda Kepler da NASA. Espera-se que a missão TESS da NASA detecte centenas de super-Terras nos próximos anos.
O co-autor Dr. Ingo Waldmann (UCL CSED) disse: "Com tantas novas super-Terras previstas para serem encontradas nas próximas décadas, é provável que essa seja a primeira descoberta de muitos planetas potencialmente habitáveis. Não apenas porque super-Terras como K2-18b são os planetas mais comuns em nossa galáxia, mas também porque anãs vermelhas - estrelas menores que o nosso Sol - são as estrelas mais comuns".
A próxima geração de telescópios espaciais, incluindo o Telescópio Espacial James Webb da NASA / ESA / CSA e a missão ARIEL da ESA, será capaz de caracterizar as atmosferas em mais detalhes, uma vez que transportarão instrumentos mais avançados. Espera-se que o ARIEL seja lançado em 2028 e observará 1.000 planetas em detalhes para obter uma imagem verdadeiramente representativa de como eles são.
A professora Giovanna Tinetti (UCL CSED), coautora e pesquisadora principal da ARIEL, disse: "Nossa descoberta faz do K2-18b um dos alvos mais interessantes para estudos futuros. Mais de 4.000 exoplanetas foram detectados, mas não sabemos muito sobre sua composição e natureza. Ao observar uma grande amostra de planetas, esperamos revelar segredos sobre sua química, formação e evolução".

Fonte: PHYS.ORG

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