Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Falha em Estrela de Nêutrons Revela seus Segredos Escondidos

As estrelas de nêutrons não são apenas os objetos mais densos do Universo, mas giram muito rápido e regularmente.
Ocasionalmente, essas estrelas de nêutrons começam a girar mais rápido, causadas por porções do interior da estrela que se movem para fora. É chamado de "falha" e fornece aos astrônomos uma breve visão do que está dentro desses objetos misteriosos.
Em um artigo publicado na revista, Nature Astronomy, uma equipe da Universidade Monash, o Centro de Excelência de Ondas Gravitacionais ARC (OzGrav), McGill University, no Canadá, e da Universidade da Tasmânia, estudou o Pulsar da Vela, uma estrela de nêutrons do céu do sul, que está a 1.000 anos-luz de distância.
De acordo com o primeiro autor do artigo, Dr. Greg Ashton, da Escola Monash de Física e Astronomia, e membro da OzGrav, o pulsar da Vela é famoso - não só porque apenas 5% dos pulsares são conhecidos por possuírem falhas, mas também porque as falhas do pulsar da Vela acontece uma vez a cada três anos, tornando-se um favorito dos "caçadores de falha", como o Dr. Ashton e seu colega, o Dr. Paul Lasky, também da Monash e OzGrav.
Ao reanalisar os dados das observações da falha do pulsar da Vela em 2016, feita pelo co-autor Dr. Jim Palfreyman, da Universidade da Tasmânia, o Dr. Ashton e sua equipe descobriram que durante a falha a estrela começou a girar ainda mais rápido antes de se acalmar.
De acordo com o Dr. Lasky, um ARC Future Fellow também da Escola Monash de Física e Astronomia, e membro da OzGrav, esta observação (feita no Mount Pleasant Observatory na Tasmânia) é particularmente importante porque, pela primeira vez, os cientistas obtiveram um vislumbre do interior da estrela - revelando que o interior da estrela tem três componentes diferentes.
"Um desses componentes, uma sopa superfluida de nêutrons na camada interna da crosta, se move para fora primeiro e atinge a rígida crosta externa da estrela fazendo com que ela gire", disse Lasky.
"Mas então, uma segunda sopa superfluida que se move no núcleo alcança a primeira, fazendo com que o giro da estrela diminua. Este overshoot foi previsto algumas vezes na literatura, mas este é a primeira vez que foi identificado em observações", disse ele.
Outra observação, segundo o Dr. Ashton, desafia a explicação. "Imediatamente antes da falha, notamos que a estrela parece diminuir sua velocidade de rotação antes de girar mais rápido novamente", disse Ashton.
"Nós realmente não temos ideia do porquê disso, e é a primeira vez que é visto. Isso pode estar relacionado à causa da falha, mas honestamente não temos certeza", disse ele, acrescentando que suspeita que este novo artigo inspire algumas novas teorias sobre estrelas de nêutrons e falhas.

Fonte: Space Daily via Monash University

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