Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Habitabilidade Planetária

Concepção artística da superfície do planeta Barnard b

Quais das características da Terra eram essenciais para a origem e sustento da vida? E como os cientistas identificam essas características em outros mundos?
Uma equipe de investigadores com conhecimentos variando de geoquímica a ciência planetária e astronomia publicou esta semana um ensaio na revista Science instando a comunidade de pesquisadores a reconhecer a importância vital da dinâmica interior de um planeta na criação um ambiente que é hospitaleiro para a vida.
Com nossas capacidades existentes, observar a composição atmosférica de um exoplaneta será a primeira maneira de procurar assinaturas de vida em outros lugares. No entanto, Anat Shahar de Carnegie, Peter Driscoll, Alycia Weinberger e George Cody argumentam que um quadro verdadeiro da habitabilidade planetária deve considerar como a atmosfera de um planeta está ligada e moldada pelo que está acontecendo em seu interior.
Por exemplo, na Terra, as placas tectônicas são cruciais para manter um clima de superfície onde a vida pode prosperar. Além do mais, sem o ciclo de material entre sua superfície e interior, a convecção que impulsiona o campo magnético da Terra não seria possível, e sem um campo magnético, seríamos bombardeados pela radiação cósmica.
"Precisamos de uma melhor compreensão de como a composição e o interior de um planeta influenciam sua habitabilidade, começando com a Terra", disse Shahar. "Isso pode ser usado para orientar a busca de exoplanetas e sistemas estelares onde a vida pudesse prosperar, assinaturas das quais poderiam ser detectadas por telescópios".
Tudo começa com o processo de formação. Os planetas nascem do anel rotativo de poeira e gás que envolve uma jovem estrela. Os blocos elementares dos quais os planetas rochosos se formam - silício, magnésio, oxigênio, carbono, ferro e hidrogênio - são universais. Mas suas abundâncias e o aquecimento e resfriamento que experimentam em sua juventude afetarão sua química interior e, por sua vez, coisas como volume do oceano e composição atmosférica.
 "Uma das grandes questões que precisamos saber é se as características geológicas e dinâmicas que tornam nosso planeta habitável podem ser produzidas em planetas com composições diferentes das da Terra", explicou Driscoll.
Os colegas de Carnegie afirmam que a busca por vida extraterrestre deve ser guiada por uma abordagem interdisciplinar que combina observações astronômicas, experimentos de laboratório com condições interiores planetárias e modelagem e simulações matemáticas.
"Os cientistas da Carnegie são líderes mundiais há muito estabelecidos nos campos da geoquímica, geofísica, ciência planetária, astrobiologia e astronomia", disse Weinberger. "Portanto, nossa instituição está perfeitamente posicionada para enfrentar esse desafio interdisciplinar".
Na próxima década, quando uma nova geração de telescópios entrar em operação, os cientistas começarão a procurar seriamente por bioassinaturas nas atmosferas de exoplanetas rochosos. Mas os colegas dizem que essas observações devem ser colocadas no contexto de uma compreensão mais ampla de como a composição total e a geoquímica interior de um planeta determinam a evolução de uma superfície estável e temperada onde a vida talvez pudesse surgir e prosperar.

Fonte: Space Daily via Carnegie Institution For Science

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