Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Violenta Tempestade Detectada em Distante Exoplaneta

Concepção artística do exoplaneta HR 8799e, que orbita uma jovem estrela chamada HR 8799, localizada a aproximadamente 129 anos-luz da Terra.

Novos dados do Observatório Europeu do Sul mostram nuvens violentas de ferro e silicatos sobre um distante exoplaneta.
O exoplaneta, formalmente conhecido como HR 8799e, orbita uma jovem estrela chamada HR 8799, que tem cerca de 1,5 vezes o tamanho do Sol e localiza-se a cerca de 129 anos-luz da Terra, na constelação Pégaso.
HR 8799e foi descoberto em 2010 e é o planeta mais interno do sistema HR 8799. Com cerca de 30 milhões de anos, acredita-se que este exoplaneta tenha cerca de nove vezes a massa de Júpiter e leva aproximadamente 45 anos terrestres para orbitar sua estrela-mãe.
Utilizando o instrumento GRAVITY do Very Large Telescope Interferometer (VLTI) do ESO, os astrônomos descobriram a atmosfera complexa deste exoplaneta devastado pela tempestade.
O instrumento GRAVITY emprega uma técnica chamada interferometria óptica, que usa a luz de quatro telescópios para ver características 10 vezes mais detalhadas do que seria possível anteriormente com apenas um telescópio.
"Nossa análise mostrou que o HR8799e tem uma atmosfera contendo muito mais monóxido de carbono do que o metano - algo não esperado no equilíbrio químico da atmosfera", disse Sylvestre Lacour, principal autor do novo trabalho e pesquisador da agência espacial francesa CNRS, no comunicado. "Podemos explicar melhor este resultado surpreendente com ventos verticais altos dentro da atmosfera, impedindo que o monóxido de carbono reaja com o hidrogênio para formar metano".
Os novos dados também revelaram que a atmosfera do exoplaneta contém nuvens de poeira de ferro e silicato, o que, combinado com um excesso de monóxido de carbono, sugere uma violenta tempestade planetária.
"Nossas observações sugerem que o planeta assemelha-se a uma bola de gás iluminada a partir do interior, com raios de luz quente rodopiando através de trechos tempestuosos de nuvens escuras", disse Lacour. A convecção se move ao redor das nuvens de silicato e partículas de ferro, que se desagregam e chovem para o interior. Isso cria uma imagem de uma atmosfera dinâmica de um exoplaneta gigante, passando por processos físicos e químicos complexos.
Suas descobertas, publicadas em 27 de março na revista Astronomy and Astrophysics, podem revelar novas pistas sobre a formação de planetas e sistemas planetários, disseram as autoridades do ESO no comunicado.

Fonte: SPACE.com

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