Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Estudo Revela um dos Ingredientes Secretos do Universo para a Vida

Um novo estudo conduzido pela Universidade Nacional Australiana (ANU, na sigla em inglês) investigou a natureza de um fenômeno cósmico que retarda a formação de estrelas, o que ajuda a garantir que o Universo seja um lugar mais propício a vida.
O pesquisador chefe Dr. Roland Crocker, da Escola de Astronomia e Astrofísica da ANU Research, disse que a equipe de pesquisa estudou um modo particular de as estrelas fornecerem uma contrapressão à gravidade que retarda o processo de formação de estrelas.
"Se a formação de estrelas acontecesse rapidamente, todas as estrelas seriam unidas em aglomerados gigantescos, onde a intensa radiação e explosões de supernovas provavelmente esterilizariam todos os sistemas planetários, impedindo o surgimento da vida", disse ele.
"As condições nesses aglomerados estelares possivelmente impediriam a formação de planetas em primeiro lugar".
O estudo descobriu que a luz ultravioleta e ótica de estrelas jovens e massivas se espalha no gás de onde as estrelas se formaram recentemente e atinge a poeira cósmica, que então dispersa a luz infravermelha que age efetivamente como um tipo de pressão que empurra a gravidade.
O fenômeno que estudamos ocorre em galáxias e aglomerados de estrelas, onde há muito gás empoeirado que está formando pilhas de estrelas de forma relativamente rápida.
"Em galáxias formando estrelas mais lentamente - como a Via Láctea - outros processos estão desacelerando as coisas. A Via Láctea forma duas novas estrelas a cada ano, em média".
Outras galáxias em nossa vizinhança e em outras partes do Universo formam continuamente novas estrelas a uma taxa relativamente lenta e constante.
Dr. Crocker disse que as descobertas matemáticas do estudo indicam que o fenômeno estabelece um limite máximo para a rapidez com que as estrelas podem se formar em uma galáxia ou nuvem de gás gigante.
"Esta e outras formas de feedback ajudam a manter o Universo vivo e vibrante", disse ele.
"Estamos investigando outras formas pelas quais as estrelas podem alimentar o ambiente para desacelerar a taxa global de formação de estrelas.".

Fonte: Space Daily via ANU Experts

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