Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Existirá Mesmo um Nono Planeta?

Concepção artística de Sedna, que parece avermelhada nas imagens do telescópio.

Interações gravitacionais amortecedoras nos limites de nosso sistema solar - e não um misterioso nono planeta - podem explicar a dinâmica de corpos estranhos chamados "objetos isolados", de acordo com um novo estudo.
A professora assistente da CU Boulder, Ann-Marie Madigan, e uma equipe de pesquisadores ofereceram uma nova teoria para a existência de esquisitices planetárias como Sedna. Este planetóide orbita o nosso sol a uma distância de 12,8 bilhões de quilômetros, mas parece separado do resto do sistema solar.
Uma teoria para sua dinâmica incomum é que um nono planeta ainda não visto além de Netuno pode perturbar as órbitas de Sedna e outros objetos. Mas Madigan e seus colegas calcularam que as órbitas de Sedna e outros objetos parecidos podem resultar desses corpos lutando uns contra os outros e detritos espaciais no sistema solar externo.
"Existem muitos desses corpos por aí. O que a gravidade coletiva deles faz?", disse Madigan, do Departamento de Ciências Astrofísicas e Planetárias (APS, na sigla em inglês) e JILA. "Podemos resolver muitos desses problemas apenas levando em conta essa questão".
Objetos como Sedna são chamados de independentes porque eles completam órbitas circulares e enormes, que os aproximam de grandes planetas como Júpiter ou Netuno. Como eles chegaram ao sistema solar exterior por conta própria ainda é um mistério.
Usando simulações de computador, a equipe de Madigan apresentou uma possível resposta. Jacob Fleisig, um estudante de graduação em astrofísica da CU Boulder, calculou que esses objetos gelados orbitam o Sol como os ponteiros das horas um relógio, diferente das órbitas de objetos menores, como asteroides, que se movem como o ponteiro dos minutos, ou seja, mais rápidos.
"Você vê um amontoado de órbitas de objetos menores em um lado do Sol", disse Fleisig, que é o principal autor da nova pesquisa. "Essas órbitas colidem com o corpo maior, e o que acontece é que essas interações mudam sua órbita de uma forma oval para uma forma mais circular".
Em outras palavras, a órbita de Sedna vai da normal para extrema por causa dessas interações de pequena escala. As observações da equipe também estão de acordo com as pesquisas de 2012, que observaram que, quanto maior o objeto desviado, mais distante sua órbita se torna do Sol. Alexander Zderic, um estudante de pós-graduação na APS na CU Boulder, também foi co-autor da nova pesquisa.
Os resultados também podem fornecer pistas sobre outro fenômeno: a extinção dos dinossauros. À medida que os detritos espaciais interagem no sistema solar externo, as órbitas desses objetos se estreitam e se ampliam em um ciclo de repetição. Este ciclo pode acabar atirando cometas em direção ao sistema solar interior - inclusive na direção da Terra - em uma escala de tempo previsível. "Embora não possamos dizer que esse padrão matou os dinossauros", disse Fleisig, "é tentador pensar".

Fonte: Space Daily via University of Colorado Boulder

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