Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Assinaturas de Moléculas Orgânicas Complexas Observadas na Lua de Saturno Enceladus

Cientistas encontraram evidências de moléculas orgânicas complexas na lua de Saturno, Enceladus. Os sinais químicos foram identificados entre os dados de espectrometria coletados pela sonda Cassini da NASA.
"Estamos, mais uma vez, encantados com Enceladus", disse Christopher Glein, cientista espacial do Southwest Research Institute, em um comunicado à imprensa. "Anteriormente, identificamos apenas as moléculas orgânicas mais simples contendo alguns átomos de carbono, mas mesmo isso foi muito instigante".
Os novos dados revelaram a presença de moléculas orgânicas complexas com massas superiores a 200 unidades de massa atômica. "Isso é mais de dez vezes mais pesado que o metano", disse Glein. "Com moléculas orgânicas complexas que emanam de seu oceano de água líquida, esta lua é o único corpo além da Terra, conhecido simultaneamente a satisfazer todos os requisitos básicos para a vida como a conhecemos".
As moléculas foram coletadas e analisadas pelo Analisador de Poeira Cósmica da Cassini e pelo Espectrômetro de Massa Iônica e Neutra liderado pela SWRI durante as últimas órbitas da sonda. A Cassini terminou sua missão, mergulhando na atmosfera de Saturno, em 2017.
Durante suas órbitas finais, a Cassini coletou amostras tanto das plumas geladas que emanam do oceano de Enceladus, quanto do anel E de Saturno, que é formado por partículas de gelo que escapam da gravidade da lua.
Os cientistas descreveram a análise dos dados da Cassini esta semana na revista Nature.
"Mesmo após o seu fim, a sonda Cassini continua a nos ensinar sobre o potencial de Enceladus e avançar no campo da astrobiologia em um mundo oceânico", disse Glein.
Sobrevoos anteriores revelaram a presença de hidrogênio molecular proveniente do oceano subsuperficial da lua. Os cientistas continuam a considerar a lua de Saturno um alvo de topo na busca de vida extraterrestre.
"Uma futura espaçonave poderia voar através da pluma de Enceladus e analisar essas moléculas orgânicas complexas usando um espectrômetro de massa de alta resolução para nos ajudar a determinar como elas foram formadas", disse Gelin. "Devemos ser cautelosos, mas é animador pensar que esta descoberta indica que a síntese biológica de moléculas orgânicas em Enceladus é possível".

Fonte: Space Daily


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