Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Hubble Encontra Galáxia Relíquia em Nosso Quintal Cósmico

Galáxia NGC 1277 em destaque vista pelo Hubble no meio do aglomerado de Perseus.
Astrônomos colocaram o Telescópio espacial Hubble em uma missão tipo Indiana Jones para descobrir "galáxia relíqua" em nosso próprio quintal cósmico.
O conjunto muito raro e estranho de estrelas manteve-se essencialmente inalterado nos últimos 10 bilhões de anos. Esta ilha estelar rebelde fornece novos e valiosos conhecimentos sobre a origem e a evolução das galáxias bilhões de anos atrás.
A galáxia, NGC 1277, começou sua vida há muito tempo, formando estrelas 1000 vezes mais rápido do que se vê na nossa Via Láctea hoje. Mas abruptamente ficou quiescente enquanto as estrelas envelheciam e cresciam cada vez mais, ficando vermelhas.
Embora o Hubble tenha visto galáxias "vermelhas e mortas" no universo primordial, nunca foi encontrado conclusivamente em nossas proximidades. As primeiras galáxias estão tão distantes, que vemos apenas pontos vermelhos nas imagens do céu profundo do Hubble. A NGC 1277 oferece uma oportunidade única de ver uma de perto.
"Podemos explorar essas galáxias originais em detalhes e investigar as condições do universo primitivo", disse Ignacio Trujillo, do Instituto de Astrofísica das Canarias da Universidade de La Laguna, na Espanha.
Os pesquisadores descobriram que a galáxia relíquia tem duas vezes mais estrelas do que nossa Via Láctea, mas, fisicamente, é tão pequena quanto um quarto do tamanho da nossa galáxia. Essencialmente, a NGC 1277 está em um estado de "desenvolvimento contido". Talvez, como todas as galáxias, começou como um objeto compacto, mas não conseguiu acumular mais material para crescer em tamanho para formar uma magnífica galaxia em forma de girândola.
Aproximadamente uma em cada 1.000 galáxias massivas deverá ser uma galáxia relíqua, como NGC 1277, dizem os pesquisadores.
O sinal revelador do estado da galáxia reside nos antigos aglomerados globulares de estrelas que giram em torno dela. As galáxias massivas tendem a ter aglomerados globulares pobres em metal (na cor azul) e ricos em metal (na cor vermelha). Acredita-se que os aglomerados vermelhos nasçam com as galáxias, enquanto os aglomerados azuis são posteriormente anexados à medida que as galáxias satélites menores são engolidas por ela. No entanto, a NGC 1277 é quase que completamente destituída de aglomerados globulares azuis.
Esta é uma comparação intermitente que traça a localização das estrelas vermelhas e estrelas azuis que dominam os aglomerados globulares nas galáxias NGC 1277 e NGC 1278.
"Estive estudando aglomerados globulares em galáxias há muito tempo, e esta é a primeira vez que eu vi isso", disse Michael Beasley, também do Instituto de Astrofísica das Canarias.
Os aglomerados vermelhos são a prova mais forte de que a galáxia saiu do negócio de fabricação de estrelas há muito tempo. No entanto, a quase total inexistência de aglomerados azuis sugere que a NGC 1277 nunca acresceu-se de galáxias menores circundantes.
Em contraste, nossa Via Láctea contém aproximadamente 180 aglomerados globulares azuis e vermelhos. Isto deve-se em parte ao fato de que nossa Via Láctea continua canibalizando pequenas galáxias que se aproximam muito.
É um ambiente marcantemente diferente o da NGC 1277. A galáxia vive perto do centro do aglomerado Perseus com mais de 1.000 galáxias, localizado a 240 milhões de anos-luz de distância. Mas a NGC 1277 está se movendo tão rápido através do aglomerado galáctico, cerca de 3,218 milhões de quilômetros por hora, que não consegue se fundir com outras galáxias para coletar estrelas ou puxar gás para alimentar a formação de estrelas. Além disso, perto do centro do aglomerado galáctico, o gás intergaláctico é tão quente que não pode esfriar para se condensar e formar estrelas.
O próximo telescópio espacial da NASA James Webb (programado para lançamento em 2019) permitirá aos astrônomos medir os movimentos dos aglomerados globulares na NGC 1277. Isso proporcionará a primeira oportunidade de medir a quantidade de matéria escura que a galáxia primordial contém.

Fonte: NASA

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