Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Galáxias Giram Como Um Relógio

Astrônomos descobriram que todas as galáxias rodam uma vez a cada bilhão de anos, não importa o quão grande elas sejam.
A Terra girando em torno de seu eixo uma vez nos dá a duração de um dia, e uma órbita completa da Terra ao redor do Sol nos dá um ano.
"Independentemente de uma galáxia ser muito grande ou muito pequena, se você pudesse sentar-se na extremidade do seu disco enquanto ela gira, levaria cerca de um bilhão de anos para completar um período", disse o Professor Gerhardt Meurer do Centro Internacional de Pesquisa de Radioastronomia (ICRAR, na sigla em inglês), da Universidade da Austrália Ocidental.
O professor Meurer disse que usando matemática simples, você pode mostrar que todas as galáxias do mesmo tamanho têm a mesma densidade interna média.
"Descobrir essa regularidade nas galáxias realmente nos ajuda a entender melhor a mecânica que as faz girar - você não encontrará uma galáxia densa girando rapidamente, enquanto outra com o mesmo tamanho, mas com menor densidade girar mais devagar", disse ele.
O professor Meurer e sua equipe também encontraram evidências de estrelas mais antigas localizadas na extremidade das galáxias. "Com base em modelos existentes, esperávamos encontrar uma pequena população de estrelas jovens na extremidade dos discos galácticos que estudamos", disse ele. "Mas ao invés de encontrar apenas gás e estrelas recém-formadas nas bordas de seus discos, também encontramos uma população significativa de estrelas mais antigas, juntamente com o número reduzido de estrelas jovens e gás interestelar".
"Este é um resultado importante porque saber onde se encontra a extremidade de uma  galáxia significa que os astrônomos podem limitar as observações e não perder tempo, esforço e poder de processamento de computadores ao estudar dados de além desse ponto" disse o professor Meurer.
"Então, por causa deste trabalho, agora sabemos que as galáxias giram uma vez a cada bilhão de anos, com uma borda bem delineada e que é povoada com uma mistura de gás interestelar, com antigas e novas estrelas".
O professor Meurer disse que a próxima geração de radiotelescópios, como o Square Kilometer Array (SKA), que será construído em breve, irá gerar enormes quantidades de dados para saber mais claramente onde a borda de uma galáxia termina.
"Quando o SKA entrar em serviço na próxima década, precisaremos de tanta ajuda quanto possamos, para distinguir os bilhões de galáxias que esses telescópios em breve nos disponibilizarão".

Fonte: Space Daily

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