Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Astrônomos Põem em Cheque Habitabilidade de Proxima B

Uma equipe de astrônomos liderada por Meredith MacGregor da Carnegie e Alycia Weinberger detectou uma maciça labareda estelar - uma explosão energética de radiação - da estrela mais próxima do Sol, Proxima Centauri, que ocorreu em março passado. Esta descoberta, publicada em Astrophysical Journal Letters, levanta questões sobre a habitabilidade do vizinho exoplaneta mais próximo do nosso Sistema Solar, Proxima b, que orbita Proxima Centauri.
MacGregor, Weinberger e seus colegas - descobriram a enorme labareda quando reanalisaram as observações realizadas no ano passado pelo ALMA, um radiotelescópio composto por 66 antenas.
No pico da luminosidade, foi 10 vezes mais brilhante do que as maiores labaredas do Sol quando observados em comprimentos de onda semelhantes. As labaredas estelares não foram bem estudadas nos comprimentos de onda detectados pelo ALMA, especialmente em torno das estrelas do tipo de Proxima Centauri, chamadas anãs M, que são as mais comuns em nossa galáxia.
A labareda aumentou o brilho da Proxima Centauri em 1.000 vezes ao longo de 10 segundos. Isto foi precedido por uma labareda menor. Em conjunto, todo o evento durou menos de dois minutos das 10 horas que o ALMA observou a estrela entre janeiro e março do ano passado.
As labaredas estelares ocorrem quando uma mudança no campo magnético da estrela acelera os elétrons para velocidades que se aproximam da luz. Os elétrons acelerados interagem com o plasma altamente carregado que compõe a maioria da estrela, causando uma erupção que produz emissões em todo o espectro eletromagnético.
"É provável que Proxima b tenha sido varrida por radiação de alta energia durante esta labareda", explicou MacGregor, acrescentando que já sabia que Proxima Centauri experimentava erupções regulares, embora menores, de raios-x. "Durante os bilhões de anos desde a formação de Proxima b, labaredas como esta, poderiam ter evaporado qualquer atmosfera ou oceano e esterilizado a superfície, sugerindo que a habitabilidade pode envolver mais do que apenas a distância direta da estrela hospedeira para ter água líquida".

Fonte: Space Daily

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