Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Estudando a Rádio Galáxia Centaurus A


Astrônomos usaram dois radiotelescópios australianos e vários telescópios ópticos para estudar mecanismos complexos que estão alimentando jatos de explosão de materiais para longe de um buraco negro 55 milhões de vezes mais maciço do que o Sol.
Na pesquisa publicada nesta semana, a equipe internacional de cientistas usou os telescópios para observar uma galáxia de rádio próxima conhecida como Centaurus A.
"Como a radio galáxia mais próxima da Terra, Centaurus A é o laboratório cósmico perfeito para estudar o processos físicos responsáveis ​​pela emissão de materiais e energia para longe do núcleo da galáxia", disse o Dr. Ben McKinley do Centro Internacional de Pesquisa de Radioastronomia (ICRAR) e Curtin University em Perth, Austrália Ocidental.
Centaurus A está a 12 milhões de anos-luz de distância da Terra - bem próximo em termos astronômicos - e é um alvo popular para astrônomos amadores e profissionais no Hemisfério Sul devido ao seu tamanho, faixas de poeira e plumas de material proeminentes.
"Estar tão perto da Terra e tão grande realmente faz o estudo desta galáxia um verdadeiro desafio porque a maioria dos telescópios capazes de resolver os detalhes que precisamos para esse tipo de trabalho tem campos de visão menores que a área do céu de Centaurus A", disse o Dr. McKinley.
"Utilizamos o Murchison Widefield Array (MWA) e Parkes - esses radiotelescópios possuem amplos campos de visão, permitindo que eles observem uma grande parte do céu e vejam todo o Centaurus A. Ao mesmo tempo, o MWA possui sensibilidade excelente permitindo que a estrutura em grande escala de Centaurus A possa ser observada com grande detalhe", disse ele.
As observações de vários telescópios ópticos também foram usadas para este trabalho - o Telescópio de Magalhães no Chile, o Observatório Terroux em Canberra e o Observatório de Alta Visão em Auckland.
"Se podemos descobrir o que está acontecendo no Centaurus A, podemos aplicar esse conhecimento às nossas teorias e simulações sobre como as galáxias evoluem em todo o Universo", disse o co-autor Professor Steven Tingay da Universidade Curtin e ICRAR.
"Não é só o plasma que está alimentando as grandes plumas de material que faz desta galáxia, famosa. Encontramos também evidências de um vento galáctico que nunca foi visto - este é basicamente um fluxo de partículas de alta velocidade que se afasta do núcleo da galáxia, levando energia e material com ele, afetando o ambiente circundante", disse ele.
Ao comparar as observações de rádio com as observações ópticas da galáxia, a equipe também encontrou evidências de que as estrelas pertencentes a Centaurus A se espalham a distâncias maiores do que se pensava anteriormente. Provavelmente estão sendo afetadas pelos ventos e jatos que emanam da galáxia.

Fonte: Space Daily

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