Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Radar Revela Duas Luas Orbitando o Asteroide Florence


As imagens de radar do asteroide 3122 Florence obtidas na antena de 70 metros no Complexo de Comunicações Espaciais Goldstone da NASA entre 29 de agosto e 1 de setembro revelaram que o asteroide tem duas luas pequenas e também confirmou que ele tem cerca de 4,5 km de tamanho.
Florence é apenas o terceiro asteroide triplo já detectado até hoje, dentro de 16.400 quilômetros da Terra. Todos esses três triplos foram descobertos com observações de radar e Florence é o primeiro visível desde que duas luas foram descobertas em torno do asteroide 1994 CC em junho de 2009.
Os tamanhos das duas luas ainda não são bem conhecidos, mas provavelmente estão entre 100 a 300 metros. Os tempos necessários para que cada lua gire em torno de Florence ainda não são conhecidos precisamente, mas parecem ser aproximadamente 8 horas para a lua interna (Inner Moon)e 22 a 27 horas para a lua externa (Outer Moon).
A lua interna do sistema tem o período orbital mais curto de qualquer uma das luas dos 60 asteroides próximos da Terra, conhecidos por ter luas. Nas imagens de radar Goldstone, que têm uma resolução de 75 metros, as luas têm apenas alguns pixels de extensão e não revelam nenhum detalhe.
As imagens de radar também fornecem nossa primeira visão em close do próprio asteroide. Embora o asteroide seja bastante redondo, ele tem uma crista ao longo de seu equador, pelo menos uma grande cratera, duas grandes regiões planas e inúmeras outras características topográficas em pequena escala.
As imagens também confirmam que Florence gira uma vez a cada 2,4 horas, resultado que foi determinado anteriormente a partir de medidas ópticas das variações de brilho do asteroide.
A sequência animada é construída a partir de uma série de imagens de radar. A sequência dura várias horas e mostra mais de duas rotações completas de Florence. As luas podem ser claramente vistas quando orbitam o corpo principal. As imagens de radar são diferentes das fotos tiradas com uma câmera digital, mas são semelhantes às imagens de ultra-som.
Florence alcançou sua maior aproximação da Terra no início de setembro e agora está se afastando lentamente do nosso planeta. Observações de radar adicionais foram realizadas no complexo de Goldstone e no Observatório Arecibo em Porto Rico até 8 de setembro.
Essas observações devem mostrar mais detalhes da superfície de Florence e fornecer estimativas mais precisas sobre os períodos orbitais das duas luas. Esses resultados são valiosos para os cientistas porque eles podem ser usados ​​para estimar a massa total e a densidade do asteroide.

Fonte: Space Daily

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