Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Descoberta a Causa da Tremenda Energia das Novas


Em um ano típico, existem cerca de 50 explosões nucleares de novas na superfície de estrelas anãs brancas, em nossa galáxia. Algumas dessas explosões são tão brilhantes e poderosas, que excedem a escala da explicação científica.
Empregando dois telescópios poderosos, os astrônomos da Universidade Estadual de Michigan comprovaram uma teoria que explica estas novas super luminosas e outras explosões cósmicas. Os resultados, publicados na edição atual de Nature Astronomy, indicam que ondas de choque poderosas amplificam as explosões além de qualquer escala tradicional de explosões nucleares.
"Os astrônomos pensavam por muito tempo que a energia das novas era dominada pela anã branca, controlando a quantidade de luz e energia emitidas", disse Laura Chomiuk, astrônoma da MSU e co-autora do estudo. "O que descobrimos, no entanto, era uma fonte completamente diferente de energia - ondas de choque que podem dominar toda a explosão".
À medida que a explosão começa, gera uma onda mais fria e mais lenta de material gasoso, relativamente falando. Atrás dela, porém, uma onda quente e rápida acelera logo atrás. A colisão das duas ejeções produz uma onda de choque, o que resulta em uma espetacular explosão de calor e luz.
"Quanto maior o choque, mais brilhante a nova", disse Chomiuk. "Nós acreditamos que é a velocidade da segunda onda que influencia a explosão".
Agora que a teoria foi comprovada, os astrônomos usam as  novas para entenderem melhor outras explosões super energéticas, como aquelas que marcam a morte de estrelas maciças em galáxias distantes.
"Novas são pequenos laboratórios em nosso quintal galáctico que podemos usar para estudar algumas das explosões mais luminosas do Universo", disse Chomiuk. "À medida que futuras novas aconteçam, poderemos observá-las para entender melhor como os choques provocam essa tremenda explosão. Nós realmente queremos descobrir como os choques comuns e energéticos são".

Fonte: Space Daily

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