Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

NOVAS EVIDÊNCIAS DE UMA PARTÍCULA QUE É SUA PRÓPRIA ANTIPARTÍCULA


Em 1928, o físico Paul Dirac fez a previsão surpreendente de que todas as partículas fundamentais do universo possuem uma antipartícula - um gêmeo idêntico, mas com carga oposta. Quando a partícula e a antipartícula se encontrassem, seriam aniquiladas, liberando uma profusão de energia. Alguns anos depois, a primeira partícula de antimatéria - o oposto do elétron, o posítron - foi descoberta, e a antimatéria tornou-se rapidamente parte da cultura popular.
Em 1937, outro físico, Ettore Majorana, introduziu uma nova visão: ele previu que na classe de partículas conhecidas como férmions, que inclui o próton, o nêutron, o elétron, o neutrino e o quark, deve haver partículas que são suas próprias antipartículas.
Agora, uma equipe que inclui cientistas de Stanford diz que encontrou a primeira firme evidência de tal férmion de Majorana. Foi descoberto em uma série de experiências de laboratório com materiais exóticos na Universidade da Califórnia em colaboração com a Universidade de Stanford. A equipe relatou os resultados em 20 de julho na revista Science.
Embora a busca do famoso férmion parece mais intelectual do que prática, ele acrescentou, poderia ter implicações na vida real para a construção de computadores quânticos robustos.
O tipo particular de férmion de Majorana, a equipe de pesquisa observou, é conhecido como um férmion "quiral" porque se move ao longo de um caminho unidimensional e em apenas uma direção. Embora as experiências que o produziram fossem extremamente difíceis de conceber, configurar e realizar, o sinal que produziram era claro e sem ambiguidade, disseram os pesquisadores.

Fonte: Space Daily

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