Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

FLASHES DE LUZ SOBRE A MATÉRIA ESCURA


Uma rede que atravessa infinitos espaços intergalácticos, uma densa floresta cósmica iluminada por luzes muito distantes e um enorme enigma para resolver. Estes são os ingredientes pitorescos de uma pesquisa científica - realizada por uma equipe internacional - que acrescenta um elemento importante para a compreensão de um dos componentes fundamentais do nosso Universo: a matéria escura.
Para estudar suas propriedades, os cientistas analisaram a interação da "web cósmica" - uma rede de filamentos constituídos por gás e matéria escura presentes em todo o Universo - com a luz proveniente de quasares e galáxias muito distantes.
Os fótons que interagem com o hidrogênio dos filamentos cósmicos criam muitas linhas de absorção definidas como "floresta Lyman-alfa". Esta interação microscópica consegue revelar várias propriedades importantes da matéria escura em distâncias cosmológicas. Os resultados sustentam a teoria da Cold Dark Matter (matéria escura fria), que é composta por partículas que se movem muito devagar.
Além disso, pela primeira vez, eles destacam a incompatibilidade com outro modelo, ou seja, o Fuzzy Dark Matter (partículas ultra-leves), para o qual as partículas de matéria escura têm velocidades maiores. A pesquisa foi realizada através de simulações realizadas em supercomputadores internacionais paralelos e recentemente foi publicada em Physical Review Letters.

Fonte: Space Daily

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