Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

EVIDÊNCIAS DE IMPACTOS QUE ESTRUTURARAM A VIA LÁCTEA

Foto da Via Láctea
Uma equipe do Departamento de Física e Astronomia da Universidade do Kentucky observou evidências de impactos antigos que pensam ter moldado e estruturado nossa galáxia da Via Láctea.
O seu estudo apresenta evidências observacionais de ondulações assimétricas no disco estelar da nossa galáxia, que há muito se pensava que era suave. Usando observações do telescópio Sloan Digital Sky Survey (SDSS) no Novo México, a equipe analisou a distribuição espacial de 3,6 milhões de estrelas e encontraram ondulações que confirmam um trabalho anterior dele. Esses resultados podem ser interpretados como evidências dos impactos anteriores da Via Láctea, que poderiam incluir um impacto, há cerca de 850 milhões de anos atrás, com a galáxia do Sagitário, uma galáxia satélite anã elíptica da Via Láctea, situada à 50 mil anos-luz.
"Imagina-se que esses impactos são os "arquitetos" da barra central e braços espirais da Via Láctea", disse Gardner, co-autora do estudo. "Assim como as ondulações na superfície de um lago liso sugerem a passagem de um barco, procuramos desvios das simetrias que esperamos nas distribuições das estrelas para encontrar evidências de impactos antigos. Nós encontramos extensas evidências para a quebra de todas essas simetrias e, portanto, recriar a causa dos impactos antigos na formação da estrutura da nossa Via Láctea ".
Este novo trabalho continua os estudos anteriores de Gardner, Yanny e outros sobre a  quebra da simetria norte / sul no disco estelar da Via Láctea. Seu trabalho anterior revelou uma assimetria que aparece como uma "ondulação" vertical nas contagens de número das estrelas do centro do disco galáctico. No novo trabalho, a equipe analisou uma maior amostra, e confirmou sua interpretação anterior da assimetria norte / sul e encontrou evidências de quebra de simetria no plano do disco galáctico também.

Fonte: Kentucky University

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