Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

CIENTISTAS ALCANÇAM O AMANHECER CÓSMICO


Os astrônomos da Universidade Estadual do Arizona, Sangeeta Malhotra e James Rhoads, trabalhando com equipes internacionais no Chile e na China, descobriram 23 galáxias jovens, vistas como eram 800 milhões de anos após o Big Bang. Os resultados desta amostra foram publicados recentemente no Astrophysical Journal.
Há muito tempo, cerca de 300.000 anos após o início do Universo (o Big Bang), o Universo estava escuro. Não havia estrelas ou galáxias, e o universo estava cheio de hidrogênio neutro. No próximo meio bilhão de anos, as primeiras galáxias e estrelas apareceram. Sua radiação energética ionizou seus ambientes, iluminando e transformando o Universo.
Essa transformação dramática, conhecida como reionização, ocorreu no intervalo entre 300 milhões e um bilhão de anos após o Big Bang. Os astrônomos estão tentando identificar este marco mais precisamente e as galáxias encontradas neste estudo ajudam nesta determinação.
"Antes da reionização, essas galáxias são muito difíceis de ver, porque sua luz é espalhada pelo gás entre as galáxias, como os faróis de um carro em um nevoeiro", diz Malhotra. "À medida que galáxias suficientes acendem, "queimam o nevoeiro ", tornando-se mais fáceis de vê-las. Ao fazê-lo, elas ajudam a fornecer um diagnóstico para ver o quanto da "névoa"permanece em dado momento do Universo inicial".
Para detectar essas galáxias, Malhotra e Rhoads estão usando a Dark Energy Camera (DECam), um dos novos instrumentos mais poderosos no campo de Astronomia. O DECam está instalado no telescópio Blanco, localizado no Observatório Interamericano de Cerro Tololo (CTIO), no norte do Chile, a uma altitude de 7.200 pés.

Fonte: Space Daily

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