Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

O Protoaglomerado de Galáxias mais Antigo já Encontrado

O sombreamento azul mostra a extensão calculada do protoaglomerado, e a cor mais azul indica maior densidade de galáxias dentro dele. Os objetos vermelhos nas figuras de zoom são as 12 galáxias encontradas nela. Esta figura mostra um campo de visão quadrado de 24 minutos de arco ao longo de cada lado (correspondendo a 198 milhões de anos-luz, a uma distância de 13,0 bilhões de anos-luz). Cada número de zoom é de 16 segundos de arco ao longo de cada lado (correspondendo a 2,2 milhões de anos-luz). Crédito: NAOJ / Harikane et al.

Usando os telescópios Subaru, Keck e Gemini, uma equipe internacional de astrônomos descobriu uma coleção de 12 galáxias que existiam a cerca de 13,0 bilhões de anos atrás. Este é o protoaglomerado mais antigo já encontrado. Uma das 12 galáxias é um objeto gigante, conhecido como Himiko, que foi descoberto uma década atrás pelo Telescópio Subaru e nomeado em homenagem a uma rainha mitológica do Japão antigo. Essa descoberta sugere que grandes estruturas como protoaglomerados já existiam quando o Universo tinha apenas 800 milhões de anos, 6% da idade atual.
No universo atual, os aglomerados de galáxias podem conter centenas de membros, mas a forma como esses aglomerados se formaram é um grande enigma na astronomia. Para entender a formação de aglomerados, os astrônomos buscam possíveis progenitores no universo antigo. Um protoaglomerado é um sistema denso de dezenas de galáxias no início do Universo.
Yuichi Harikane, pesquisador do JSPS no Observatório Astronômico Nacional do Japão e que liderou a equipe de astrônomos, explica: "Um protoaglomerado é um sistema raro e especial com uma densidade extremamente alta e não é fácil de encontrar. Para superar esse problema, usamos o Amplo campo de visão do telescópio Subaru para mapear uma grande área do céu para procurar protoaglomerados".
No mapa do Universo feito pelo telescópio Subaru, a equipe descobriu um candidato a protoaglomerado, z66OD, onde as galáxias estão 15 vezes mais concentradas do que o normal para aquela época. A equipe então conduziu observações espectroscópicas de acompanhamento usando os observatórios W.M. Keck e o telescópio Gemini North, e confirmaram 12 galáxias de 13,0 bilhões de anos compondo o protoaglomerado, tornando-o o primeiro conhecido até hoje.
Curiosamente, uma das 12 galáxias em z66OD era um objeto gigante com um enorme corpo de gás, conhecido como Himiko, que foi encontrado anteriormente pelo Telescópio Subaru em 2009. "É razoável encontrar um protoaglomerado perto de um objeto maciço, como Himiko. No entanto, estamos surpresos ao ver que Himiko não estava localizado no centro do protoaglomerado, mas na extremidade a 500 milhões de anos-luz de distância do centro", disse Masami Ouchi, membro da equipe do Observatório Astronômico Nacional do Japão e da Universidade de Tóquio, que descobriu Himiko em 2009. Ironicamente, também é dito que a rainha mitológica Himiko viveu enclausurada longe de seu povo. Ouchi continua: "Ainda não se sabe por que a Himiko não está localizada no centro. Esses resultados serão fundamentais para entender a relação entre aglomerados e galáxias massivas".

Fonte: PHYS.ORG

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