Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Depósitos de Olivina são uma Forte Indicação que Água Líquida já Existiu em Marte

Marte é conhecido por ser um local seco e árido, onde predominam dunas de areia vermelha empoeirada e a água existe quase inteiramente na forma de gelo e permafrost (pergelissolo em português). Uma vantagem disso, no entanto, é o fato de que essas condições são a razão pela qual as muitas características da superfície de Marte são tão bem preservadas. E como missões como o Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) mostraram, isso permite algumas descobertas bem interessantes.
Considere a foto recentemente tirada pelo instrumento Experimento Científico de Imagem em Alta Resolução da MRO (HiRISE) enquanto orbitava acima da Cratera Copernicus em Marte. Esta imagem mostra características semelhantes às gotas de chuva que são na verdade sinais de dunas de areia ricas em olivina. Esses mesmos tipos de dunas existem na Terra, mas são muito raros, pois esse mineral se dissolve rapidamente e se transforma em argila em ambientes úmidos.
A olivina é usada pelos geólogos para descrever um grupo de minerais formadores de rochas que normalmente são encontrados em rochas ígneas. Este mineral recebeu esse nome pela sua cor verde, devido à sua composição química - à base de silicato (SiO­4) e ligado com magnésio ou ferro (Mg2SiO4; Fe2SiO4). Na Terra, geralmente é encontrado em rochas ígneas de cor escura e foi um dos primeiros minerais a cristalizar durante o lento resfriamento do magma.

Imagem em preto e branco das dunas ricas em olivina na Cratera Copernicus, tiradas pelo instrumento HiRISE no MRO. Crédito: NASA / JPL / Universidade do Arizona

Depósitos de olivina foram encontrados em meteoritos, na Lua, Marte e até no asteroide Itokawa (que foi visitado pela missão japonesa Hayabusa em 2005). Como asteroides e meteoritos são essencialmente material restante da formação do Sistema Solar, isso sugere que os minerais olivina estavam presentes na época.
Além disso, a presença de iddingsite (rocha microcristalina que é derivada da alteração da olivina) em Marte e na Lua é uma forte indicação de que a água líquida já existia lá. Ao estudar os depósitos de olivina e seus subprodutos, os cientistas podem determinar quando Marte fez a transição de ter água líquida em sua superfície para o local muito seco que é hoje.
Enquanto isso, a descoberta dessas muitas dunas em Marte é uma prova de quão bem determinadas características foram preservadas ao longo do tempo. Se de fato houvesse erosão eólica e hídrica em Marte, como na Terra, a Cratera Copernicus se tornaria uma região rica em argila muito rapidamente. Como sempre, Marte nos deslumbra com uma combinação única de semelhanças e diferenças com a Terra!

Fonte: Universe Today

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