Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Telescópio para Detectar Neutrinos no Fundo do Mar

Impressão artística do telescópio KM3NeT.

Pesquisadores da Curtin University fazem parte de um projeto internacional que usará um enorme telescópio submarino de neutrinos no fundo do Mar Mediterrâneo para ajudar a explicar alguns dos eventos mais poderosos e misteriosos do Universo.
Localizado em dois locais a profundidades de até 3.500 metros, o telescópio KM3NeT ocupará mais de um quilômetro cúbico de água e será composto por centenas de linhas de detecção verticais ancoradas no fundo do mar e mantidas no lugar por boias.
O Dr. Clancy James, do Instituto Curtin de Radioastronomia e do Centro Internacional para Pesquisa de Radioastronomia (ICRAR), disse que um volume tão grande de água é necessário para cercar os instrumentos porque os neutrinos são muito difíceis de detectar.
"Neutrinos muito raramente interagem, no entanto, quando um neutrino atinge a água, gera luz, que o telescópio KM3NeT será capaz de detectar", disse James.
"O telescópio submarino será bombardeado por milhões de partículas diferentes, mas apenas neutrinos podem atravessar a Terra para alcançar o detector a partir de baixo, assim, ao contrário dos telescópios normais, detectará também no mesmo céu visto por telescópios na Austrália, do outro lado da Terra".
O Dr. James disse que o KM3NeT precisava ser incrivelmente sensível porque a luz detectada pelas interações com neutrinos é tão fraca quanto a luz de uma lâmpada em Sydney vista de Perth.
"Cada linha tem 18 módulos equipados com sensores de luz ao longo de seu comprimento e, na escuridão do oceano profundo, esses sensores registrarão os clarões de uma luz especial, denominada radiação Cherenkov, que sinalizará a interação dos neutrinos com a água do mar", disse James.
"Este projeto nos ajudará a responder algumas das principais questões sobre a física de partículas e a natureza de nosso universo, potencialmente inaugurando uma nova era na astronomia de neutrinos".

Fonte: Space Daily via Curtin University

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