Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Cientistas Apresentam Modelo Cosmoquímico para a Formação de Plutão

New Horizons não apenas mostrou à humanidade como Plutão se parece, mas também forneceu informações sobre a composição da atmosfera e da superfície de Plutão. Estes mapas - montados usando dados do instrumento Ralph - indicam regiões ricas em gelo de metano (CH4), nitrogênio (N2), monóxido de carbono (CO) e água (H2O). O Sputnik Planitia mostra uma assinatura especialmente forte de nitrogênio perto do equador. Os cientistas da SwRI combinaram esses dados com os dados recolhidos pela sonda Rosetta do cometa 67P para desenvolver um modelo proposto de 'cometas gigantes' para a formação de Plutão.

Os cientistas do Southwest Research Institute integraram as descobertas da New Horizons da NASA com dados da missão Rosetta da ESA para desenvolver uma nova teoria sobre como Plutão pode ter se formado no limite de nosso sistema solar.
"Desenvolvemos o que chamamos de 'modelo cosmoquímico' da formação de Plutão", disse o Dr. Christopher Glein da Divisão de Ciências Espaciais e Engenharia da SwRI.  No centro da pesquisa está o gelo rico em nitrogênio de Sputnik Planitia, uma vasta planície congelada que forma o lóbulo esquerdo da brilhante Tombaugh Regio, formação semelhante a um coração, na superfície de Plutão.
"Encontramos uma consistência intrigante entre a quantidade estimada de nitrogênio dentro da geleira e a quantidade que seria esperada se Plutão fosse formado pela aglomeração de cerca de um bilhão de cometas ou outros objetos similares na composição química, como a do cometa 67P, explorado pela sonda Rosetta".
Além do modelo do cometa, os cientistas também investigaram um modelo solar, com Plutão se formando a partir de gelos muito frios que teriam uma composição química mais próxima da do Sol.
Os cientistas precisavam entender não apenas o nitrogênio presente em Plutão agora - em sua atmosfera e nas geleiras - mas também quanto do elemento volátil poderia ter vazado da atmosfera para o espaço ao longo das eras. Eles então precisaram reconciliar a proporção de monóxido de carbono com nitrogênio para obter uma imagem mais completa. Em última análise, a baixa abundância de monóxido de carbono em Plutão aponta para o soterramento em gelos superficiais ou para a destruição da água líquida.
"Nossa pesquisa sugere que a composição química inicial de Plutão, herdada de blocos de construção de cometas, foi quimicamente modificada pela água líquida, talvez até mesmo em um oceano subterrâneo", disse Glein. No entanto, o modelo solar também satisfaz algumas restrições. Embora a pesquisa tenha apontado algumas possibilidades interessantes, muitas questões ainda precisam ser respondidas.
"Esta pesquisa baseia-se nos sucessos fantásticos das missões New Horizons e Rosetta para expandir nossa compreensão da origem e evolução de Plutão", disse Glein. "Usando a química como ferramenta de detetive, somos capazes de traçar certas características que vemos em Plutão hoje para processos de formação de muito tempo atrás. Isso leva a uma nova apreciação da riqueza da história de Plutão, que estamos apenas começando a entender".

Fonte: Science Daily via Southwest Research Institute

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