Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Hubble Comemora seu 28º Ano com esta Belíssima Imagem

Esta belíssima imagem, medindo cerca de 4 anos-luz de diâmetro, tirada pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA entre 12 de fevereiro e 18 de fevereiro de 2018, celebra o 28º aniversário do observatório em órbita da Terra.
No centro da foto, uma jovem estrela monstruosa 200.000 vezes mais brilhante do que o nosso sol está lançando uma poderosa radiação ultravioleta e ventos estelares que parecem furacões, esculpindo uma paisagem de fantasia de cumes, cavidades e montanhas de gás e poeira.
Esse caos está acontecendo no coração da Nebulosa da Lagoa, um vasto berçário estelar localizado a 4.000 anos-luz de distância e visível por binóculos simplesmente como uma mancha de luz com um núcleo brilhante.
A estrela gigante, chamada Herschel 36, está saindo de seu casulo natal de material, liberando radiação escaldante e ventos estelares torrenciais (fluxos de partículas subatômicas) que empurram a poeira para longe. Esta ação se assemelha ao Sol aparecendo entre as nuvens no final de uma tempestade. A atividade violenta da Herschel 36 fez buracos na nuvem em forma de bolha, permitindo que os astrônomos estudassem este terreno estelar.
A estrela pesa 32 vezes mais que nosso sol, um diâmetro quase nove vezes maior e tem uma temperatura de 39.000 graus Celsius. A Herschel 36 ainda é muito ativa porque é jovem segundo os padrões de uma estrela, com apenas 1 milhão de anos. Baseado em sua massa, viverá por mais 5 milhões de anos. Em comparação, nosso sol menor tem 5 bilhões de anos e viverá outros 5 bilhões de anos.
Esta região simboliza um berçário estelar típico, cheio de nascimento e destruição. As nuvens podem parecer majestosas e pacíficas, mas estão em constante estado de movimento a partir da torrente de radiação da estrela e partículas de alta velocidade dos ventos estelares. À medida que a estrela-monstro lança seu casulo natal de material com sua poderosa energia, ela está suprimindo a formação de estrelas ao seu redor.
Contudo, nas bordas escuras deste ecossistema dinâmico em forma de bolha, as estrelas estão se formando em densas nuvens de gás e poeira. "Troncos" escuros e parecidos com elefantes representam pedaços densos do casulo que são resistentes à erosão pela luz ultravioleta e servem como incubadoras para as novas estrelas. Eles são análogos aos morros do deserto que resistem à erosão climática.
A visão do Hubble mostra a estrutura 3D da bolha. A poeira empurrada para longe da estrela revela o gás incandescente de oxigênio (em azul) atrás da cavidade explodida. A luz brilhante da Herschel 36 está iluminando o topo da cavidade (em amarelo). A tonalidade avermelhada que domina parte da região está brilhando em nitrogênio. As áreas roxas escuras representam uma mistura de hidrogênio, oxigênio e nitrogênio.

Fonte: NASA

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