Poderia a matéria escura ser composta por buracos negros de um universo anterior?

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  Uma nova pesquisa sugere que buracos negros remanescentes de antes do Big Bang ainda podem moldar galáxias hoje. Esses buracos negros poderiam explicar a matéria escura, uma das maiores questões não resolvidas da cosmologia. De modo geral, buracos negros são regiões do espaço-tempo onde a matéria é comprimida em um espaço minúsculo. A matéria escura, por sua vez, é a matéria que não reflete nem absorve luz. Sabemos que ela existe devido à sua influência gravitacional sobre galáxias e outras estruturas cósmicas. Ela pode ser vista como a "cola" que mantém as galáxias unidas, mas não sabemos do que é feita em um nível fundamental. A maioria dos físicos acredita que a matéria escura é composta de uma partícula subatômica ainda não descoberta. Mas buracos negros antigos, anteriores ao Big Bang, também se encaixam na descrição. Eles são escuros, mas também possuem massa – exatamente as propriedades necessárias. É claro que a ideia de buracos negros remanescentes também exige uma...

Planeta Recém-Descoberto é Quente, Metálico e Denso como Mercúrio

Concepção artística
Um planeta quente, metálico, do tamanho da Terra, com uma densidade similar a Mercúrio - situado a 339 anos-luz de distância - foi detectado e estudado por uma equipe global de astrônomos.
Nomeado K2-229b, o planeta é quase 20% maior que a Terra, mas tem uma massa que é mais de duas vezes e meia maior - e atinge uma temperatura de mais de 2000 °C.
Ele se encontra muito perto de sua estrela hospedeira (0,012 UA, cerca de um centésimo da distância entre a Terra e o Sol), que é um anã laranja de classe espectral K de tamanho médio na direção da Constelação de Virgem. K2-229b orbita esta estrela a cada 14 horas.
Liderados por investigadores da Universidade de Aix-Marseille, na França, o Dr. David Armstrong e colegas do Grupo de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Warwick detectaram o planeta de forma independente, em conjunto com investigadores da Universidade do Porto.
Usando o telescópio K2, o Dr. Armstrong e colegas usaram a técnica de espectroscopia Doppler - também conhecida como o "método de oscilação" para descobrir e caracterizar este planeta distante.
Os astrônomos sabiam que o planeta estava lá devido a variações na luz de sua estrela hospedeira enquanto orbitava, bloqueando-a periodicamente. Eles então calcularam o tamanho, posição e massa de K2-229b medindo a velocidade radial da estrela, e descobriram o quanto a luz da estrela oscila durante a órbita, devido ao puxão gravitacional do planeta.
O Dr. David Armstrong, do Grupo de Astronomia e Astrofísica da University of Warwick, comentou:
Mercúrio se destaca dos outros planetas terrestres do Sistema Solar, mostrando uma fração muito alta de ferro e implicando que ele se formou de uma maneira diferente. Um exoplaneta com a mesma alta densidade, mostra que planetas semelhantes a Mercúrio talvez não sejam tão raros quanto pensávamos.
"Curiosamente, K2-229b também é o planeta mais interno em um sistema de pelo menos 3 planetas, embora as três órbitas estejam mais próximas a sua estrela do que Mercúrio do Sol. Mais descobertas como essa nos ajudarão a esclarecer a formação desses planetas incomuns, assim como o próprio Mercúrio."
A natureza densa e metálica de K2-229b tem numerosas possíveis origens, e uma hipótese é que sua atmosfera poderia ter sido erodida pelo vento e erupções estelares intensas, já que o planeta está tão perto de sua estrela.
Outra possibilidade é que o K2-229b foi formado após um enorme impacto entre dois corpos gigantes no espaço bilhões de anos atrás - muito parecido com a teoria de que a Lua foi formada após a Terra colidir com um corpo do tamanho de Marte.
Descobrir detalhes sobre planetas distantes através do Universo nos dá mais pistas sobre como os planetas em nosso próprio sistema solar se formaram. Como o K2-229b é semelhante a Mercúrio, saber mais sobre o primeiro pode potencialmente revelar mais sobre o último.

Fonte: Space Daily

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